quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Do Agrado...




Isto há coisas que custam.
Custam tanto que chegam a doer...






Agradar - v.t. contentar; satisfazer; causar prazer; parecer bem; ter encantos.
Devia ser classificado como o verbo mais difícil de conjugar, mais complicado de entender e impossível de alcançar.
Agradar consegue ser a forma mais vil de nos suicidarmos, com requintes masoquistas de psicopatia profunda, porque cheguei a conclusão, e isto sou só eu a concluir uma conjugação verbal que me tem acabado com a cabeça, que já tentei demais, que o demais nunca chegou e que para mim acabou.
Eu agrado (me)
Tu agradas (me)
O resto, agradeço o esforço, mas desagrada-me!
Andar refém de uma aura de agrado universal, de bem parecer, de engolir, de reforçar laços inexistentes, de fingir sorrisos, de enganar vontades, de camuflar feitios, de maquilhagem planos, de tapar feridas, é uma enorme e colossal merda!
Apontem um dia que as vossas tentativas, mais esforçadas, de agradar a alguém, que pura e simplesmente não quer ser agradado tenham efectivamente resultado! 
Eu ando há quase um quarto de século a tentar agradar, não ao Mundo, porque tenham paciência mas nem 1% dele vale um grama do meu esforço, mas desisto, atiro a toalha para o chão e vou a minha vida! Para quê, continuar a oprimir um futuro mais leve se a promessa de vir a agradar é tão vã, como a descida de Deus à Terra? 
Por isso, e sem precisar de uma passagem de ano para sacar das minhas resoluções, aí vai a primeira que é para sempre, para quem faz parte da minha vida, para quem vai deixar de fazer e para quem virá a fazer parte dela: "É 8 OU 80, VAI OU FICA, FODE OU SAI DE CIMA!" 
A Era do Agradar está oficialmente terminada! 


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