Sexy or Not?!





Oh bolas...
Estou feita, quando sou sexy como uma pedra e vivemos num tempo, em que o sexy roça claramente o vulgar, o que fazer às cuecas da avozinha?





Deixaram-me a pensar na necessidade de conseguir arrecadar os louros de sexy, agarrando-nos a imagens "hollywoodescas".
O que é sexy?
De certo, a minha irmã de 12 anos sabe mais do que eu, sobre os apetrechos necessários para conquistar o título, quando a geração dela é bem mais letrada em "Seducão 101" do que nós crianças dos 80, que dedicámos a nossa infância a coisas tão parvas como saltar a corda, brincar na rua, passar férias com os avós, fazer bolos de lama e muitas vezes comê-los, dormir 8 horas e principalmente começar frase com "Quando eu for grande...".
Fugir ao óbvio é essencial, quando a lycra povoa os ecrãs de televisão, a vulgaridade é regra e o ir directo ao assunto passou a ser prioridade, ser diferente e saber o nosso valor, torna-nos em seres estranhos.
Mas por outro lado, quando encontramos alguém que claramente nos enche as medidas, o que é sexy? Divides cama, comida, assumes a tuas cuecas de avó, deixas de pensar que o Mundo acaba naquela cratera lunar que tens no rabo, ris, choras, como podes ser sexy depois? Ou a concepção de sexy muda?
Falaram-me em companheirismo como se me apontassem uma arma, companheirismo em substituição do fugaz sexy, do companheirismo que ultrapassa os piores dias de cabelo e aquele pijama de flanela com a cabeça da Rena Rudolfo.
Falaram-me em companheirismo como se, tivesse deslocada do que realmente importa, mas é por amar alguém que podemos deixar de cuidar de nós, de nos sentir bem na nossa pele? Nem pensar! Nós continuamos a ser mulheres, a precisar de nos sentirmos perfeitas e confiantes.
Estou em curto-circuito com este assunto, admito, tragam-me o equilíbrio e eu sou feliz, e vocês o que pensam sobre isto?






Comentários

  1. Bom! Isto dava para tese de mestrado mas tentarei ser breve!

    Numa relação, há lugar para tudo. Há lugar para dormir com um pijama Às bolinhas e meias de lã e há lugar para fazer amor envergando um cinto de ligas. Há espaço para saber que o nosso homem está no wc e há espaço para o ver bem vestido e cheiroso para nós. Espaço para as cuecas da avó? Só se já as usávamos antes, cruzes credo!!! Não é porque namoramos que podemos ficar confortáveis, gordas, flácidas, despenteadas. Não é por namorarmos que podemos deixar de vestir um vestido sexy para ir jantar com ele, tal como não podemos aceitar que o nosso gato ganhe barriga e se desleixe. Ainda assim, vai uma grande distância entre o sexy e o vulgar e este sim é o maior problema das miúdas de agora, que pensam que umas "cuecas de ganga" são mais sedutoras que uma saia travada e uma camisola de gola alta bem justa. Mudam-se os tempos...

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