quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aparvalhadas!




"Não quero ninguém, mas por amor de Deus não me deixem sozinha!"
Temos idades diferentes, mas somos muito parecidas, estamos em estágios diferentes, uma já viveu mais que a outra, mas a frase é a mesma, o sentimento de "solidão acompanhada" é o mesmo, a vontade de ter mais, de ter algo que nos preencha!
Há uma crise antes da meia idade, eu posso prová-lo!
Há claramente uma crise do "porraquemerdaéestaseeujáconseguiistotudoporqueéquenãotenhooresto" (à falta de um nome melhor vai este), e esta nos dias que correm, é definitivamente a mais difícil de ultrapassar!
Ataca mulheres realizadas, pelo menos no que toca aos estudos e trabalho, que lutam pelo seu lugar , que sabem exactamente o que querem, que são fortes e independentes, inteligentes e carismáticas, cultas e ambiciosas, e transforma-as em perfeitas idiotas, em APARVALHADAS!
Nós temos tudo aquilo que de nós depende, mas e o resto? Onde esta o tipo porreiro que nos vem preencher o espaço que falta? Porque vamos lá falar a sério, a vida sem amor, sem a pessoa que está aí perdida e que foi exactamente feita à nossa medida, mesmo que seja super ocupada, cheia de trabalho, cheia de projectos entusiasmantes, cheia de festas, cheia de viagens, perde a piada quando chegamos (quase) aos 25 e a nossa relação mais longa durou 5 meses!
Quando chegamos a este ponto, e podem apostar que conheço muitas mulheres, com a minha idade ou mais velhas, que estão exactamente assim, e, também sei que vou ter muitas de vocês a identificarem-se com esta lacuna amorosa, temos dois caminhos, ou optamos por enfiar a cabeça no trabalho e temos dias de explosão nuclear de choro compulsivo a ver "O Casamento do Meu Melhor Amigo"(eu), ou começamos a entrar na espiral de disparates amorosos que, mais cedo ou mais tarde nos vamos arrepender (sim ,sim, eu sei que és tu).
Eu estou claramente na minha fase APARVALHADA, na minha fase "aparentementequeroviracasarumdia", na minha fase "ohmeudeusvouficarsolteiraparasempre", na minha fase "porqueeeeeeeeeee", na minha fase "eunemsequergostomuitodegatosporissonemvelhadosgatosvouser", na minha fase "tirem-meaquelecasalperfeitodafrenteouatiro-meparabaixodoprimeiroautocarro", por isso, se estão desse lado a sofrer com a falta de tipos porreiros, a sofrer com a neura do "raios partam isto tudo", se são APARVALHADAS, acusem-se! Ajudem uma blogger a sentir-se menos sozinha na crise da idade moderna!

4 comentários:

  1. Por aqui deste lado não se sofre só da fase aparvalhada dos 25. Por aqui, sofre-se ao ver que o amor da nossa vida já não nos ama e é agora feliz com aquela que mais dizia detestar. Sabes o que te digo? O amor é fodido e nós a continuar assim, estamos f#$$%&/

    Liz

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    1. Liz
      Como te entendo, como sinto que a continuar assim isto está perdido, sinto que precisamos de uma revolução, não só nos Estados, mas nas pessoas que passam agora pela mania do descartável!
      E nós mulheres, não todas, e sabendo que não somos perfeitas, sofremos com a falta de empenho e com a extinção da porra do cavalheirismo!

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    2. Já nem eles se dão ao trabalho ou então, quando dão, não mexem connosco....enfim!! Haja gatos para tanta mulher!

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  2. O que dizer deste post? Simplesmente B-R-U-T-AL!
    Identifico-me, aqui estou eu, também Catarina e com a mesma idade. Podemos dizer, homónimas.
    Respondendo ao apelo da Catarina, acusei-me, sim, também eu me revejo nas tuas palavras e partilha de sentimentos.
    Onde está o tipo porreiro? Bem, de acordo com a minha vivência, provavelmente a trair-nos com a melhor amiga, a viajar para o Brasil e enrolando o mar na areia com uma “popozuda”, a ensinar uma virgem como fazer surf, “one night stand” numa sexta-feira à noite ou aprender francês com uma “avec” na aldeia dos nossos avós.
    A solidão acompanhada é melhor do que a companhia permanente, mas nunca existente na nossa alma e no nosso coração.
    A lacuna amorosa, para mulher como nós, só pode ser preenchida com homens, mas homens a sério que sejam sinónimo de cavalheirismo. Hoje em dia, eles acham que algumas mulheres (põem-se a jeito) são demasiado fáceis e voláteis e o que acontece é que eles não querem mulheres inteligentes porque lhes dão trabalho. Eles não estão para se estafarem para nos surpreenderem, não têm ideias de como nos arrebatar e deixar sem fôlego, não sabem levar-nos a jantar sem dizer “vamos dividir a conta”.
    Solução para a nossa lacuna amorosa? Pensar que somos lindas, fantásticas e maravilhosas e que eles não preenchem todos os nossos requisitos, que simplesmente ainda se estão a moldar (embora alguns sejam projectos falhados desde nascença). Pelo menos, eu prefiro pensar assim. O problema não somos nós, na nossa crise de meia idade, o problema são eles.
    Um dos meus melhores amigos liga-me e diz que se vai casar. Ele vai casar com 24 anos e o que me deixou estupefacta não foi o casamento, mas sim a declaração seguinte. “Sabes, eu vou casar -me, mas sei que ela não é a mulher da minha vida e que não a amo.” P.S. Ela tem quase 30 anos e a relação tem apenas meses. Comentário? Vá-se lá entender os homens…
    By the way, invejo-te, de forma branca, que a tua relação mais longa tenha durado 5 meses, a minha (in)felizmente durou 8 meses!
    Para terminar, venham de lá os Santinis (tal como publicaste) para afogar as lágrimas, os desgostos, os desesperos e acabar com a neura (isso só te cria rugas) que se convertam em calorias e que estas nos tornem super boazonas!
    Mais vale aparvalhadas e sós do que parvas e mal acompanhadas!
    Um beijo,
    Catarina

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