terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"I Call Her The Devil Cause She Makes Me Wanna Sin And Every Time She Knocks I Can't Help But Let Her In..."




Um dos mais poderosos ícones de beleza e sedução é o famoso bâton vermelho, com registo da sua primeira utilização nas mulheres da Mesopotâmia, que usavam pedras preciosas esmagadas para tornarem os lábios mais atraentes.
Cleópatra conhecida pela maquilhagem forte, usava besouros e formigas para conseguir o vermelho que desejava, mas também nesta altura surgiu a expressão "Beijo da Morte", resultado da mistura mortal que as egípcias aplicavam provocando doenças graves ou, por vezes, a morte.
Já no século XVI o fabrico do bâton já era mais seguro, sendo adoptado pela Rainha Elizabeth I, que usava uma maquilhagem muito pálida no rosto em contraste com uns lábios muito vermelhos. Nesta altura as pessoas acreditavam que a maquilhagem era uma forma de afastar a morte. Mais tarde o Parlamento Inglês, altera o rumo desta tendência, ao aprovar uma lei que reiterava a anulação do casamento se a mulher usasse cosméticos antes de casar, pois estes eram reservados a prostitutas.
Por outro lado, e na mesma altura, em França, reinava o sentimento oposto, com as mulheres da alta sociedade a usar e abusar dos cosméticos, deixando o look natural para as mulheres que trabalhavam e para as prostitutas.
No final do século 1800, a Rainha Victória baniu a maquilhagem mais uma vez do mapa da Alta Sociedade, afirmando que o seu uso era sinal de indelicadeza, por outro lado, nos Estados Unidos o primeiro bâton foi anunciado no catálogo da Sears Roebuck.
Início do século XX e o bâton volta ao topo. Em 1915, Maurice Levy inventa o tubo de bâton  que até então era embrulhado em papel de seda, o que tornava impossível o transporte. Em 1923, este tubo milagroso, que permitia retoques ao longo do dia, foi patenteado, começando de seguida a ser comercializado pelas grandes casas de cosmética como a Chanel, Guerlain, Elizabeth Arden, e Max Factor.
Na década de 30, e apoiadas no marketing e publicidade, as vendas deste produto subiram vertiginosamente, Helena Rubenstein foi a primeira a anunciar o baton com protecção solar, mas foi de outras mãos que veio o primeiro bâton de longa duração.
Vinte anos depois o bâton passou a ser símbolo de sensualidade, feminilidade e sedução, Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Ava Gardner, e Elizabeth Taylor, ajudaram a disseminar o seu uso, o que durante as épocas seguintes com o movimento Hippie, e início do movimento Punk nos anos 70 já, o vermelho foi posto de parte, em troca dos beges e brancos na década de 60, e dos pretos e roxos na seguinte.
Nos anos 80, e com a primeira linha da MAC, com a participação de Madonna que fez a sua própria cor, o Russian Red foi usado durante a Like a Virgin World Tour.
A partir dos 90 o caminho deste ícone estabilizou e tornou-se um best seller mundial com todas as mulheres a quererem usá-lo, e a ser um símbolo de crescimento para todas as meninas que cresceram a ver as mães a usarem-no.
Pessoalmente não o dispenso, transforma-nos por fora, mas por dentro torna-nos invencíveis...
















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