quinta-feira, 3 de maio de 2012

La Vie en Rose

Pode parecer cliché, podem chamar-me prevísivel mas Paris para mim é “La Vie en Rose”.
Paris é a minha cidade, se me dissessem que podia escolher e que o dinheiro não representaria um entrave, não pensaria duas vezes, mudava-me de armas e bagagens para umas àguas furtadas preferencialmente na Avenue Wagram, ali a respirar o Arco do Triunfo e os Campos Elísios.
A cidade é cor-de-rosa claro, cheira a pão, a perfume e a cigarros, as pessoas são quase sombras tal é a discrição com que se movem, como se vestem, como se comportam.
Paris não se pode visitar tem de ser viver, nestes últimos dois anos vi o melhor e o pior da cidade, vi como infernal é se formos no Verão em época alta como qualquer alemão de sandálias e meias, mas vi principalmente como a cidade é o paraíso quando vamos em Novembro e o sol tímido espreita e nos aquece até a alma.
Vivi em Paris quatro dias, mas vivi em pleno, vivi todos os cantos, vivi todos os cafés escondidos, as salas de chá, os jardins, o chocolate quente, vivi e aproveitei todos os momentos.
Se vos convenci que tenho um verdadeiro amor mortal pela cidade das luzes, tenho o roteiro perfeito, para em quatro dias se apaixonarem à primeira vista, namorarem, casarem e morrerem de amor pela cidade que vos vai prender para sempre.
O Hotel onde fico é um cantinho no meio da Avenida Wagram, chama-se Elysees Ceramic, é de três estrelas que valem por uma constelação inteira, dá a hípotese de chegar à Torre Eiffel a pé pela Avenue de L’iena, e em cinco minutos descemos a Avenue du Champs Elysses e virando à esquerda no Grand Palais chegamos ao ponto de partida da nossa visita, a paragem do Batobus, um barco-táxi, que faz a viagem atravessando o Sena e parando em todos os pontos principais. A viagem custa 13 euros por dia para passageiros normais e 9 euros para quem apresentar o cartão de estudante.
A partir deste ponto já estamos perdidos e é só escolher onde descer, eu sei que há metro e que há autocarros mas… E o mas é sempre importante, vamos sair de nossa casa onde andamos sempre a correr para não aproveitar a calma? Pagando mais uns euros temos uma vista priveligiada das margens.
Eu dividi os quatro dias de forma a aproveitar o mais possível, decidi afastar-me  mais no primeiro dia e vir aparoximando-me do hotel com o passar dos dias, pois só voltavamos à noite.
Shiu…Não contem a ninguem mas o meu despertador quando estou em Paris começa a tocar “La Vie en Rose” às 7 da manhã, porque o pequeno-almoço na nossa petit maison é de rezar e implorar por mais, põe-nos uma cestinha com uma mini-baguete, um croissant, e um pan aux chocolat, o sumo de laranja é fresquíssimo, e sentimo-nos bastante à vontade para pedir o que precisamos a qualquer um dos empregados, até porque são super disponíveis.
 Uma das coisas das quais eu não abdico nas viagens é o meu jantar, portanto aponto tudo para tomar um bom pequeno-almoço e aguentar o dia com fruta, bolachinhas e umas sandochas, e depois sair para jantar. O jantar para mim é a altura de parar e perceber que estamos realmente ali que o dia foi incrível e falar sobre o quão fabuloso será o dia seguinte. Nesta primeira noite entramos na dimensão Zézé Camarinha Italiana, um restaurante totalmente Turist-Trap, chamado César na mesma Avenida do hotel. Os empregados habituados as carências das turistas nórdicas pensaram que nós estávamos desesperadas para respirar o seu bafo e ter o seu decote em janela peludo debaixo dos olhos. Depois do flop de 30€ que ainda hoje choro desesperadamente, tinha de apagar da minha memória aqueles trágicos "guidos” franceses. Pusemos os pés ao caminho e fomos fazer a última subida da noite à Torre Eiffel, eu posso afirmar que passei a meia-noite do meu aniversário no topo da Torre com uma vista breath-taking e com algum medo à mistura. Se isto não é mágico, então vocês ou já chegaram ao fim do arco-íris ou estão a atravessar uma onde demoníaca que só vêem tudo negro.
Mas o resto da viagens foram descobertas bem mais agradáveis…
Recomendo na Rue Bonaparte o Salon Ladurée, na Rue du Luxembourg o Salon Angelina, e para jantar o Le Comptoir na Avenue Wagram.



Angelina - Rue du Luxembourg

Angelina - Rue du Luxembourg

Angelina - Rue du Luxembourg


Ladurée - Rue Bonapart

Ladurée - Rue Bonapart

Ladurée - Rue Bonapart


O meu sítio preferido no Mundo Inteiro - Le Comptoir - Avenue de Wagram

1 comentário:

  1. Acho que me vou por no avião e ir para la. Parece simplesmente deslumbrante!

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