sexta-feira, 4 de maio de 2012

And This is How Kate Sees It




Quando eu for grande, tipo 1,90m, quero ser princesa, quero ser como a Kate!
Kate Middleton, uma rapariga que sonhou com algo mais. Ela queria o princípe dela, ela queria ser princesa!
 Muitas de nós só queremos ser felizes, com uma mansão com 15 quartos e 14 casas-de-banho com vista para o mar, ou nos dias de hoje, com o nosso apartamento bébe com os nossos móveis preferidos do IKEA; com o nosso trabalho de sonho com um salário milionário ou neste momento aquele que arranjar-mos onde o dinheiro chegue para viver e para de quando em vez dar umas voltinhas na Easy Jet para ver a vizinhaça europeia; com o nosso princípe encantado que nos vai buscar ao trabalho depois de um dia cansativo com um ramo de flores, uma tonelada de gomas, ou que nos leve a jantar uma vez por ano e nos obrigue a dividir a conta; com aqueles Louboutin com diamantes incrustados ou com aquelas sandálias laranjas giras que só elas da nova estação da Zara; com um estilo de vida género Sex in The City, com compras, cosmopolitans ao fim do dia, com almoços com as amigas, festas de sonho, viagens de luxo, ou com um estilo de vida género formiga atómica, com o despertador a tocar as 6 da manhã ir para o ginásio suar que nem uma pequena porca, correr para o trabalho trabalhar que nem uma pequena mula, e arrastarmo-nos de novo para casa e entrar em coma no sofá, com compras só no final do mês, cosmopolitans uma vez quando o rei faz anos e daqueles mal feitos a saber a xarope para a tosse, almoços com as amigas combinados com um ano de antecedencia para conseguirmos  um dias em que todas possam estar, festas engraçaditas mas a maioria das vezes temos de pagar a entrada e esperar a porta, e viagens de uma semana no máximo com o orçamento apertado e meses a pensar na notinha; com um cabelo de sonho, uma cara imaculada, e um corpo escultural, ou com um cabelo que precisa de mais cuidados que uma criança recém-nascida, uma cara que precisa de mil cremes e uma tonelada de maquilhagem logo de manhã para não correr o risco de matar alguém de ataque cardiaco e um corpo que passa muita fome e sofre muito no ginásio.
Bem não vão já buscar a faca para cortarem os pulsos, nós temos de lutar muito mais, é verdade! Nós temos de correr muito mais, é verdade! Nós temos de cair muito mais, é verdade! MAS… Como já vos disse para mim os Mas são muito mais importantes que tudo o resto, as nossas vitórias sabem muito melhor, sabem a esforço, sabem a crescimento, sabem a evolução, a nossa casa pequena com móveis do Ikea tem muito mais alma do que qualquer mansão; o nosso trabalho chato torna-se o melhor do mundo quando recebemos um elogio sobre o nosso empenho e bom trabalho; o nosso princípe quando nos leva a jantar num dia do ano consegue sempre torná-lo único com uma frase que nos faz rir até chorar; as nossas sandálias da Zara apesar de não terem diamantes fazem-nos sentir lindas e maravilhosas; o estilo de vida formiga atómica dá-nos rugas e histórias para contar, alegrias e tristezas e acima de tudo dá-nos vida; as nossas festas são únicas; as viagens são mais que viagens são epopeias com molhas descomunais, calores e escaldões infernais, com jantares em sítios horríveis, com descobertas que nos fazem sentir a “Vasca da Gama”; a sensação de alívio quando depois de horas de cabelo, maquilhagem e ginásio nos sentimos aceitáveis o suficiente para sair de casa e VIVER.
Portanto Kate podes viver num palácio e ter um princípe, mas FELIZ sou eu!

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